Mato alto e queimadas dão sensação
de abandono 
ao Ouro Verde

24/05/2018

Paulo Medina

Basta andar alguns metros pelo distrito do Ouro Verde que é fácil encontrar quem reclame da quantidade de terrenos com
mato sem capinação e as queimadas em toda região. A sensação é de abandono em uma das maiores regiões de Campinas.


Um exemplo clássico desse problema no Ouro Verde é um terreno baldio localizado na Rua Vicentina Julia Richerme Bueno,
no DIC 5. O local chegou a ser alvo de queimadas porque a Prefeitura ainda não fez qualquer manutenção na área este ano,
que sofre recorrentemente com mato alto e entulho.


“Esse terreno está virando um lixão, as pessoas vêm descartar lixo aqui de madrugada, a gente já pediu pro pessoal não fazer isso, moradores que moram até aqui perto jogam lixo, a Prefeitura não vem fazer a limpeza, fica esse mato alto, a Prefeitura
não veio esse ano aqui ainda. A sensação que tenho é que a região está largada, muito mato alto, muito buraco, lixo pra tudo quanto é lado, sensação de abandono, as melhorias de serviços não aconteceram, trabalho em outro lado da cidade, em área mais nobre, no Nova Europa, e lá está tudo em ordem, grama cortada, e o Ouro Verde está largado”, reclamou Edilson Liberato, de 53 anos, do DIC 5.


A situação é semelhante no Bosque do DIC 5, onde  não houve capinação este ano e local também foi alvo de incêndio.
“Tacam fogo e há muitos transtornos, inclusive das roupas no varal. Já liguei na Regional,  e ainda não fizeram a limpeza”, criticou Liberato. O morador Antonio Angelo Machado, do DIC 6 está cansado do acúmulo de lixo na Rua Cacilda Becker ao
lado da Sanasa. “Mais uma vez solicito providências de limpeza na área entre a Sanasa, ponto final do ônibus 114, campo de futebol e a torre de celular, no DIC6, esses locais estão novamente com entulhos e se formando um verdadeiro lixão”, reclamou.

AR 12 realiza mutirão

Procurado, o administrador da Regional 12, José Maria dos Santos Coca, não soube precisar o número de equipamentos para manutenções dos bairros, nem se houve aumento ou redução, mas disse que a Administração tem feito mutirões para reduzir
os problemas nos bairros.


“Na semana entre os dias 14 e 18 de Maio, foram tirados 372 caminhões com 10 mil quilos cada de lixo e entulho, só no dia 17 no Vida Nova foram retirados 40 caminhões. Pena que algumas pessoas não respeitam, a gente acaba de limpar e eles sujam
de novo’’, lamentou Coca.


Quanto aos buracos, o administrador disse que com a estiagem os buracos estão diminuindo. “No dia 16 fiz o Residencial
São José, o bairro está com mais de 95% dos buracos fechados, as praças estão ficando em ordem”, explicou.

 

Sobre os locais apontados pelos moradores, Coca afirmou que enviará equipe para as devidas manutenções.

Terreno particular

Fernanda Maria Martins, moradora do Jardim Aeroporto, reclama de entulho e queimada em terreno particular na Rua Cairí,
ao lado de sua casa no número 805. ‘‘Tenho um filho com problema de asma e recentemente ganhei minha bebê e hoje (17) tacaram fogo, tive que sair correndo com duas crianças por causa da fumaça’’lamenta a moradora.


Em dezembro do ano passado, o jornal Legal fez matéria atendendo a reclamação de outro morador da rua e a Prefeitura informou, por meio da Subprefeitura do Ouro Verde, que iria enviar uma equipe ao local para verificar e tomar as providências.


Informava ainda que o entulho que estiver na rua seria retirado. No entanto,  esclarecia que a responsabilidade dos terrenos
e das calçadas é dos proprietários, que devem mantê-los limpos e cuidados. Nesse caso, a Coordenadoria de Fiscalização de Terrenos (Cofit) pode ser acionada para notificar o proprietário, que tem prazo para tomar as providên- cias. Se isso não for feito, pode ser multado, finalizava a nota.


Pelo visto, o proprietário, não foi notificado, porque o terreno continua abandonado.

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