Em meio a reclamações e dúvidas, obras do BRT completam 1 ano  

Paulo Medina

05/05/2019

 Após um ano do início das obras do BRT (Bus Rapid Transit, Ônibus de Trânsito Rápido) Ouro Verde, que resultou no bloqueio

de avenidas, provocou desvios, reclamações de motoristas por causa do trânsito e de comerciantes pela queda no faturamento

das lojas, o secretário de Transportes e presidente da Empresa Municipal de Desenvolvi-  mento de Campinas (Emdec), Carlos

José Barreiro, em reunião recente com o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (CONDEPACC), ressaltou a proposta de revitalização do paisagismo e das condições de acessibilidade no trecho e a execução de redes subterrâneas de iluminação, de tecnologia LED, ao longo do corredor.


“O projeto de implantação dos Corredores BRT está impactando positivamente no aspecto urbanístico das regiões em obras.

Nessas áreas, haverá revitalização do paisagismo e das condições de acessibilidade. Além disso, serão executadas redes

subterrâneas de iluminação, de tecnologia LED, ao longo dos corredores. Não haverá fiação exposta”, detalhou o secretário

Carlos Barreiro.


O secretário também destacou as melhorias na drenagem urbana que se fizeram necessárias para a execução do corredor. “Os benefícios dessa obra de mobilidade serão colhidos por anos à frente, inclusive no aspecto de infraestrutura. Em algumas áreas,

o sistema de drenagem, até então inexistente, está sendo executado do zero””, explicou. 


A relação entre mobilidade urbana e a emissão de poluentes também foi levantada pelos membros do Condepacc durante o

encontro. O secretário de Transportes ressaltou que a implantação dos corredores BRT gera a expectativa de migração do meio

de transporte individual para o coletivo. “Estimamos que em torno de 15% das pessoas que usam o automóvel para o

deslocamento diário migrem para o sistema BRT. Esse movimento vai contribuir para reduzir a emissão de poluentes e, consequentemente, resultará em melhoria da qualidade de vida do campineiro”, completou.


O sistema BRT será 100% integrado a outros modais de transporte, desde as linhas convencionais, com possibilidade de

integração nas estações, até a oferta de paraciclos para o estacionamento de bicicletas, que serão privilegiadas como meio de deslocamento complementar ao transporte público.


O BRT campineiro é a principal obra na área de mobilidade urbana que o município recebe desde a década de 1970. Juntos, os

três corredores BRT (Campo Grande, Ouro Verde e Perimetral) alcançam 36,6 km. Desse total, já estão em execução cerca de

24 km, com obras em diferentes estágios. Das 15 obras de arte (pontes e viadutos) que serão construídas ao longo dos trajetos,

11 se encontram em plena execução. A previsão é que o projeto seja totalmente concluído em meados de 2020.


O sistema será mais seguro, rápido, eficiente e confiável. O BRT terá um sistema tronco-alimentado, com linhas troncais ligando

o distrito do Ouro Verde ao Centro e linhas alimentadoras, ligando os bairros aos corredores de transporte. O projeto contempla

estações de transferência e infraestrutura adequada; veículos articulados ou biarticulados; corredores exclusivos, com espaços

para ultrapassagens; embarque e desembarque pela esquerda (junto ao canteiro central das avenidas); embarque em nível; e pagamento desembarcado.


O BRT Ouro Verde tem 14,6 km de extensão, saindo da região central, do Terminal Central, seguindo pelas avenidas João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez, passando pelo Terminal Ouro Verde, avenida Camucim até o Terminal Vida Nova. Nesse trajeto serão construídas quatro obras de arte - pontes e viadutos. As obras no Ouro Verde, segundo a Emdec, seguem cronograma.

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