Férias escolares exigem cuidados redobrados dos pais

17/07/2018

Paulo Medina

Quem pensa que férias escolares são sinônimo apenas de diversão e lazer, se engana. Este período exige cuidado em
dobro dos familiares que possuem filhos pequenos. “Os pais devem ficar atentos, pois 67% das crianças de zero a dez anos
se acidentam dentro do domicílio. A ocorrência se torna ainda mais frequente nas férias porque as crianças têm mais tempo livre”, alertou a diretora de Análise de Situação em Saúde do Ministério da Saúde, Deborah Malta.

Embora exista o conforto do lar, uma casa pode esconder perigos. De acordo com a pesquisa do Sistema de Vigilância
de Violências e Acidentes (VIVA), as quedas representam a principal causa de atendimentos a crianças nas unidades de
urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS). “As crianças caem de mobílias, escadas, escorregam em piso molhado”, afirma a especialista. Outro cuidado é com as janelas, que sempre devem estar com redes de proteção e com
o ajuste na grade do berço, que se não estiver ajustada de acordo com a idade da criança a deixa vulnerável a quedas.

Dentro de casa, a grande vilã é a cozinha. “É um local que reúne vários riscos em potencial. A supervisão de um adulto
ou responsável que responda pela segurança da criança é o primeiro cuidado para a prevenção de acidentes”, diz. Ela cita
o piso molhado, as facas guardadas em gavetas e armários baixos, além de produtos de limpeza expostos e panelas com
o cabo voltado para fora no fogão como perigosos.

O segundo tipo mais comum de acidentes na infância são os chamados acidentes de transportes, que incluem tanto os
atropelamentos quanto os relacionados ao uso de bicicletas. “É muito importante que os pais tenham atenção com relação
à bicicleta, pois ela é responsável por 53% dos acidentes de transportes”, frisa Deborah Malta.

Ao praticar atividades como skate ou patins, é importante usar capacete, joelheira e outros equipamentos de segurança.
Na bicicleta, uma dica é colocar as rodinhas de apoio quando as crianças ainda são pequenas e não têm equilíbrio. Brincadeiras
como soltar pipa e jogar bola na rua também apresentam potencial para causar machucados.
“Ao correr atrás da pipa ou da bola, eles podem se enroscar na rede elétrica. O resultado pode ser uma queimadura grave”,
observa. “Outro acidente frequente em crianças, sobretudo nas menores de dois anos, é a introdução de corpos estranhos,
como milho, feijão e pedaço de borracha no nariz e ouvido”, lembra a diretora.

Em casos de desmaios, cortes com sangramento abundante, fraturas, dor intensa ou inchaços, o pai ou responsável
deve procurar imediatamente o Centro de Saúde mais próximo.

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