Mulher, Mãe, avó e bisavó, dona Vitalina é exemplo a ser seguido

Jornal Legal homenageia moradora de 87 anos do Jardim Aeroporto neste mês da mulher

Paulo Medina

16/03/2019

Vitalina Sacardo de Souza, de 87 anos, é exemplo de mulher neste mês onde se comemora o Dia Internacional das Mulheres.

Viúva, mãe de oito filhos, avó de 13 netos e 5 bisnetos, é a guerreira da família.


Foi trabalhadora rural no interior do Paraná até decidir vir para Campinas em busca de novas oportunidades. No Jardim

Aeroporto, onde mora há 42 anos, formou seus filhos, com estudo de qualidade, trilhando os caminhos da honestidade,

humildade, e incentivando a união entre a família e as pessoas, através da fé cristã.


“É assim esta maravilhosa mãe, avó, bisavó, amiga, companheira e mulher. Merece todo nosso amor incondicional e

agradecimento por nunca desistir desse bem maior que é a nossa família”, afirmaram os filhos Olga Aparecida Rodrigues de Lima, Hélio Donizete Rodrigues, Veranice Rodrigues de Araújo, José Carlos de Souza, Milton Cesar de Souza, João Roberto de Souza,

Maria Nilza de Souza e Luiz Antonio de Souza, em uma homenagem para a dona Vitalina.


“Mulher e mãe, exemplo de vida. Você é essa guerreira que luta pelas pessoas que ama sem receio e nós queremos expressar

a nossa admiração e dizer que é um orgulho tê-la em nossas vidas como mulher e principalmente como a grande mãe e avó

que é, que nos deu o maior ensinamento deste mundo: o amor. Ser mulher é ser alguém que carrega em sua essência a luz da

vida, a esperança do amanha, o calor do amor e a força da união. A senhora é batalhadora, é vencedora, é mulher. Enfrenta

todos os desafios com sabedoria, fé e supera obstáculos com a força do coração. Você é uma linda mulher, que não conhece a palavra fracasso, não se deixa abater perante as dificuldades. Amamos você”, declaram os filhos.


“Vitalina! Mulher e mãe exemplo! Vivo com seu esplendor há mais de 50 anos e sei do que falo, vivemos dias de guerra, mas

com ela por perto temos nossa paz, mulher forte, criou seus filhos com dignidade, lutando sempre por todos, nunca deixou de

sorrir e manter a calma, basta um olhar e tudo se ajeita, os filhos se unem, se respeitam e lutam por um mundo digno de

respeito e amor”, finalizaram.

A origem do Dia da Mulher

 

O Dia Internacional da Mulher ou Dia da Mulher é comemorado anualmente em 8 de março, e não é considerado um feriado

nacional. Trata-se de uma celebração de conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres ao longo dos anos, sendo

adotado pela Organização das Nações Unidas e, consequentemente, por diversos países.


A luta das mulheres por melhores condições de vida e trabalho começou a partir do final do século XIX, principalmente na Europa

e nos Estados Unidos. As jornadas de trabalho de 15 horas diárias, os baixos salários e a discriminação de gênero eram

alguns dos pontos que eram debatidos pelas manifestantes da época. De acordo com registros históricos, o primeiro Dia da

Mulher foi celebrado nos Estados Unidos em maio de 1908 (Dia Nacional da Mulher), onde mais de 1.500 mulheres se uniram

em prol da igualdade política e econômica no país.


Vários acontecimentos levaram à criação de um dia especial para as mulheres. Um deles foi o incêndio numa fábrica de camisas

em Nova York, ocorrido em 25 de março de 1911, que mataria 146 pessoas, dessas quais 129 mulheres. O número de vítimas

se explica pelas péssimas condições de trabalho e porque uma porta estava fechada para impedir a fuga das trabalhadoras.


O dia 8 de março teve origem com as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho, durante a Primeira Guerra Mundial (1917). A manifestação, que contou com mais de 90 mil russas, ficou conhecida como "Pão e Paz",

sendo este o marco oficial para a escolha do Dia Internacional da Mulher no 8 de março, data que somente foi oficializada em

1921. Após este conflito e com as transformações trazidas com a Segunda Revolução Industrial, as fábricas incorporaram as mulheres como mão de obra barata. No entanto, devido às condições insalubres de trabalho, os protestos eram frequentes.


Também nas primeiras décadas do século XX, as mulheres começam a lutar pelo direito ao voto e à participação política.
Apesar disso, por muito tempo, a data foi esquecida e acabou sendo recuperada somente com o movimento feminista nos anos

60. A Organização das Nações Unidas, por exemplo, somente reconheceu o Dia Internacional da Mulher em 1977.


Atualmente, além do caráter festivo e comemorativo, o Dia Internacional da Mulher ainda continua servindo como conscientização para evitar as desigualdades de gênero em todas as sociedades.

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