Operação Ouro Verde completa 1 ano

05/12/2018

Da Redação

Segundo o  MP prejuízo estimado pode chegar a R$ 25 milhões e apurações estão distantes de um final

 

Neste dia 30 de novembro, a operação Ouro Verde, deflagrada pelo Ministério Público para apurar desvios de recursos

do Hospital Ouro Verde, completou 1 ano e segundo o  MP, as apurações estão distantes de um final.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou na quinta-feira, dia 22 de novembro,

a 3ª fase da Operação Ouro Verde, que investiga desvio de verbas públicas na área da saúde. Enquanto as fases

iniciais do caso revelavam desvio de R$ 4,5 milhões, atualmente os promotores já falam em desvios de R$ 7 milhões,

um aumento de R$ 2,5 milhões em relação as fases iniciais deflagradas.

Contando com o apoio da Polícia Militar, as ações aconteceram em São Paulo, Campinas, Serra Negra e Jundiaí. Sílvio Bernardin, secretário municipal de Assuntos Jurídicos de Campinas e um dos alvos da operação, teve prisão decretada

e foi exonerado do cargo.

Ao todo, foram cumpridos oito mandados de prisão e 11 de busca e apreensão. Entre os presos estão Thiago Neves,

diretor da Vitale, organização social que administrava o Hospital Ouro Verde. A Vitale era utilizada para a obtenção

indevida vantagem patrimonial, possibilitadas pelo desvio sistemático de recursos públicos, apontou o Gaeco e que

valores desviados do Hospital  chegam a R$ 7 milhões.

Conforme o próprio MP, as apurações dos desvios de recursos do Ouro Verde “estão distantes de um final”. "A

investigação é extremamente complexa, a cada passo que nós damos é possível verificar que mais provas surgem,

novos envolvidos são identificados. Existe muito material que precisa ser analisado e isso permite que a gente conclua

dizer que vai continuar e existam novas fases pela frente. Continuamos trabalhando, avançando na identificação de

novas pessoas envolvidas, novos crimes identificados e os elementos que estão à nossa disposição demonstram que

essa investigação está longe do fim", disse o promotor de Justiça Daniel Zulian, do Gaeco.

Zulian admite que a instituição foi informada sobre um prejuízo estimado em até R$ 25 milhões, sem considerar pelo

menos outros R$ 7 milhões que são objeto das apurações realizadas ao longo de três operações que contabilizaram 18 suspeitos presos, dez deles denunciados à Justiça em dois processos que estão em tramitação na 4ª Vara Criminal.

O promotor do Gaeco ainda disse que os trabalhos visam garantir devolução dos valores para o município. "Foi estimado

um valor que está sendo recuperado, já se iniciou, com depósito em conta judicial, isso faz parte do acordo. Além disso, existem bens bloqueados, patrimônio que faz parte das medidas cautelares, que no momento oportuno serão utilizados para ressarcir os cofres públicos", afirmou.

O MP já confirmou ano passado que o prefeito Jonas Donizette (PSB) é investigado pela Procuradoria Geral de Justiça

(PGJ) por ter sido citado por empresários, em escutas telefônicas em supostas negociações para beneficiar a Vitale. O prefeito, porém, nega beneficiamento à Vitale e diz que "repudia uso indevido de seu nome".

A Prefeitura informou que apoia as investigações e espera que tudo seja esclarecido.

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