Sarampo é confirmado em crianças do Dic 6 e doença retorna após 22 anos

Paulo Medina

19/08/2019

A Secretaria de Saúde de Campinas confirmou no final de Julho, quatro casos de sarampo em crianças que estudam no Centro Municipal de Educação Infantil Ministro Gustavo Capanema, do Dic 6. Com essas confirmações, o sarampo volta a fazer vítimas

em Campinas após 22 anos. O município só havia tido noticia de sarampo em 1997, quando a doença foi contraída dentro da

própria cidade.


Valéria Correia de Almeida, médica infectologista do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), afirma que a confirmação aponta surto dentro da escola.
"Sempre que tem dois casos de uma doença que não ocorre rotineiramente num espaço definido, a gente define como surto.

Como tivemos quatro casos confirmados de sarampo, definimos que é um surto de sarampo na escola", explica.
De acordo com a Prefeitura, todos os centros de saúde do Ouro Verde dispõem da vacina para a pronta aplicação.
Para se prevenir da doença é necessária a aplicação da vacina.


O Centro de Saúde do DIC 6, recente área afetada, possui atendimento para a sala de vacinação de segunda a sexta-feira,

das 8h às 16h, e fica na Rua Julião Simões, s/n .
Conforme a Secretaria de Saúde, ano passado a coberta da vacinação em crianças de um ano foi de 98,15% na primeira

dose e a segunda dose a cobertura atingiu os 95,06%.


Paralelamente ao Ouro Verde, a Secretaria Estadual de Saúde confirmou mais de 480 casos de sarampo no estado de São Paulo

de janeiro a julho deste ano. Desses, 272 casos estão concentrados na capital, o que representa 70% da incidência, de acordo

com dados divulgados pela secretaria.


A faixa etária dos 19 aos 29 anos é considerada mais vulnerável a infecções devido à menor procura pela segunda dose da vacina. 
A vacina tríplice viral (protege contra sarampo, também rubéola e caxumba) 
A imunização realizada em até 72 horas evita que os pacientes infectados adoeçam. Há contraindicação para gestantes

e imunodeprimidos, como pessoas submetidas a tratamento de leucemia e pacientes oncológicos.
As doses estão disponíveis na rede estadual durante o ano todo nos postos, e é fundamental que os pais levem suas crianças

para receber a vacina.


O programa estadual de vacinação prevê administração da vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) aos 12 meses,

e um reforço aos 15 meses com a tetraviral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela).
Em todas as situações de suspeita de casos, a pasta presta apoio técnico aos municípios tanto para ações de campo quanto

para estratégias de vacinação e eliminação da doença, conforme orientações e diretrizes do Ministério da Saúde.
Os sintomas do sarampo aparecem apenas de 10 a 14 dias após a exposição. Eles incluem tosse, coriza, olhos inflamados,

dor de garganta, febre e irritação na pele com manchas vermelhas.

     Transmissão do vírus

A diretora do Devisa, Andrea voz Zuben, alerta que o potencial de transmissão do vírus do sarampo é maior do que o da gripe.
"Enquanto que uma pessoa com gripe pode passar a doença para cinco pessoas, o sarampo transmite para até 16", explica Andrea.

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