Em audiência pública secretário apresenta planejamento
e cronograma do BRT 

Executivo pede tranquilidade à população e diz que já ‘pensou em tudo’ em relação aos impactos da obra

11/09/2018

Paulo Medina 

Em audiência pública realizada na quinta-feira, dia 23 de agosto, a Comissão Especial de Estudos sobre o Bus Rapid Transit
(BRT), presidida pelo vereador Rodrigo da Farmadic (PP), o secretário municipal de Transportes Carlos José Barreiro apresentou
o planejamento do projeto e o cronograma de obras dos corredores do BRT, que estão sendo construídos no distrito do Ouro
Verde e deverão ser entregues até o final do primeiro semestre de 2020.

 

 “Essa área do Ouro Verde e Campo Grande tem uma extensão de aproximadamente 800 km² e concentra cerca de 42%
da população de Campinas, que responde também por cerca de 50% dos usuários de transporte público da nossa cidade.
Essas obras vão melhorar significativamente a vida da população, destravando o trânsito da cidade e encurtando distâncias.
Em visita ao Ministério das Cidades, em Brasília, soubemos que essa obra é a única grande obra da atualidade, no Brasil,
que está transcorrendo sem problemas, garantindo todos os seus prazos”, argumentou o secretário.

 

Barreiro garantiu que a população pode ficar tranquila. “Pode ficar super tranquilo, não tem como fazer uma obra desse
tamanho, em avenidas de grande envergadura, como a Ruy Rodrigues, sem ter prejuízo momentâneo, temos feito reuniões
como essa para esclarecer as dúvidas, transmitimos para a população essa tranquilidade, estamos pensando em tudo”, disse.

Ele citou o motivo econômico e de falta de demanda de metrô comparado ao BRT. “A diferença entre BRT e metrô é que o BRT transporta até 40 mil passageiros por hora sentido. Já o metrô chega a 70 mil. No nosso horizonte de até 25 anos à frente não
tem demanda superior ao BRT, não tem razão de solução de metrô, mesmo 25 anos à frente. Ele custa 15 milhões de reais por
km, enquanto 1km de metrô custa 800 milhões”, explicou.

 

Durante a apresentação, Barreiro explicou que o projeto foi dividido em 4 lotes e está com o cronograma adiantado.

Na região do Ouro Verde é compreendido o Lote 4: do Campos Elíseos, passando pelo Ouro Verde e chegando ao Vida Nova,
com 61,65% da estruturação realizada e no início das obras finais, com 4% de conclusão.

Conforme a apresentação do cronograma, a próxima etapa no Ouro Verde consiste na pavimentação da Avenida Camucim.

De acordo com o secretário de Transportes, no mês de agosto foi iniciada a instalação de placas de avisos das obras para esclarecer a população e sinalizar os desvios no trânsito necessários para o andamento das obras. “Peço compreensão da população durante essa fase de obras e principalmente respeito às sinalizações para evitar acidentes”, pediu o secretário.
 

Farmadic e o vereador Jorge da Farmácia (PSDB), que preside a comissão das pessoas com deficiência física ou mobilidade
reduzida, demonstraram preocupação quanto à possibilidade de desapropriação nos locais das obras, com a acessibilidade das plataformas de transferência do BRT e com o caos no trânsito que as obras podem gerar. Segundo o secretário Barreiro “não
há como realizar uma obra dessa magnitude sem gerar impactos momentâneos de trânsito e dificuldades para os comerciantes
da região, mas o benefício compensador virá com a finalização das obras e será inevitável”.
“Garanto que não haverá desapropriação da população local e que todo o projeto está sendo planejado com foco
em acessibilidade, tendo opção de escadas e rampas em todas as plataformas”.

 

 O secretário ainda pontuou, após questionamento do vereador Carmo Luiz (PSC), que “existe intenção por parte da Prefeitura Municipal em interligar o BRT com o corredor Viracopos, assim como em construir marginais para minimizar o trânsito, mas esse projeto ainda está em fase de estudo de viabilidade e será definido num futuro próximo.” “O cronograma das obras está sendo cumprido e até o momento segue adiantado, o que nos deixa muito satisfeitos e durante esses anos que faltam para a finalização haverão reajustes contratuais, mas apenas inflacionários, que constam em contrato”.
 

A fim de minimizar os transtornos causados pela obra, Farmadic disse que tem acompanhado os locais onde há maior interferência no trânsito e   maior impacto aos moradores e comerciantes e tem providenciado informativos para conscientizar a população.
“Foi uma reunião importante para esclarecer porque é a maior obra de mobilidade da história de Campinas e terá transtornos durante a obra. Tenho acompanhado como presidente da comissão, trechos das obras do Ouro Verde, e dado uma atenção
especial onde a interferência no trânsito vai impactar a vida dos moradores e comerciantes, tenho informado a população
para que venha até as reuniões da comissão e esclareça todas as dúvidas”, disse o vereador.

Audiencia 3-55.jpg

Jornal Legal © 2019 - Todos os direitos reservados