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14/06/2024

A Prefeitura de Campinas declarou na sexta 14 de junho, o fim do estado de emergência para dengue. A medida havia sido decretada em 7 de março para permitir ações extras da Administração no enfrentamento à epidemia e assistência aos pacientes durante o período de maior transmissão da doença. O pico ocorreu entre 7 e 13 de abril.

Entre janeiro e quinta, 13, a Secretaria de Saúde registrou 107.557 casos e 37 mortes.

Quais as mudanças para a população?

O fim do estado de emergência está relacionado à capacidade de resposta do Município para enfrentamento da dengue. Neste momento, a Secretaria de Saúde constatou que há diminuição gradativa dos casos confirmados desde 5 de maio, por conta da redução das temperaturas. As estatísticas estão disponíveis para consulta no Painel Interativo de Arboviroses, pelo link: https://campinas.sp.gov.br/sites/arboviroses/painel-de-monitoramento

Situação de emergência

A situação de emergência permitia ao Município adotar todas as medidas administrativas e assistenciais necessárias à contenção do aumento de casos de dengue. Isso garantiu, por três meses, maior agilidade na compra de insumos como soro e de materiais para nebulização, além do pagamento de horas extras para reforçar a assistência, neste caso por meio da abertura de mais centros de saúde ou ampliação de horário aos sábados.

Casos (até 11 de junho)

 

  • janeiro – 3.993

  • fevereiro – 12.350

  • março – 28.644

  • abril – 33.528

  • maio – 26.725

  • junho – 1.278


Taxa de letalidade (até 11 de junho)

 

  • Brasil: 3.993.254 casos, 3.643 óbitos e taxa de 0,09

  • Estado: 1.492.248 casos, 1.086 óbitos e taxa de 0,07

  • Campinas: 106.518 casos, 35 óbitos e taxa de 0,03

 

Com queda expressiva de casos a epidemia continua em Campinas?

Campinas permanece em epidemia, uma vez que a ocorrência de casos de dengue segue acima do esperado e, portanto, corresponde a parâmetros técnicos para esta classificação.

“Houve uma queda expressiva de casos não se justificando mais as ações emergenciais, porém, ainda estamos em epidemia. Temos muitos casos e precisamos da população para controle de criadouros”, destacou a diretora do Devisa, Andrea von Zuben.

Neste ano, a epidemia é nacional e dois fatores contribuíram para aumento de casos em Campinas: a circulação simultânea de três sorotipos do vírus pela primeira vez na história, e condições climáticas favoráveis para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, vetor da doença, sobretudo por conta de sucessivas ondas de calor entre outubro e início de maio.

 

A Prefeitura mantém mutirões contra a dengue, com objetivo de eliminar criadouros do mosquito e orientar a população, funcionamento da Sala de Situação para análise sistemática sobre a doença e atualização diária do Painel de Arboviroses.

Medidas de prevenção e combate devem ser contínuas

Como a cidade permanece nesta classificação, as medidas de prevenção e combate precisam ser contínuas e realizadas o ano todo, incluindo as estações mais frias. Além disso, o objetivo é evitar novo aumento expressivo de casos quando as condições climáticas estiverem ainda mais favoráveis à proliferação do mosquito.

A melhor forma de prevenção contra a dengue é eliminar qualquer acúmulo de água que possa servir de criadouro, principalmente em latas, pneus, pratos de plantas, lajes e calhas. É importante, ainda, vedar a caixa d'água e manter fechados vasos sanitários inutilizados.

Orientações sobre assistência

A pessoa que tiver febre deve procurar um centro de saúde imediatamente para diagnóstico clínico. Portanto, a Saúde faz um apelo para que a população não banalize os sintomas e também não realize automedicação, o que pode comprometer a avaliação médica, tratamento e recuperação. Já quem estiver com suspeita de dengue ou doença confirmada e apresentar sinais de tontura, dor abdominal muito forte, vômitos repetidos, suor frio ou sangramentos deve buscar o quanto antes por auxílio em pronto-socorro ou em UPA.





 

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