22/04/2025
A Prefeitura de Campinas aprovou o projeto de construção das vias marginais da Rodovia Santos Dumont (SP-075), no trecho entre os entroncamentos com as rodovias Anhanguera (SP-330) e Bandeirantes (SP-348). A proposta, elaborada pela concessionária Via Colinas — subsidiária integral do grupo Via Appia —, segue agora para análise da Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo).
Com a aprovação da agência reguladora, a concessionária estará apta a iniciar as obras, que têm como objetivo melhorar a mobilidade urbana e reduzir os congestionamentos na região.
O projeto foi apresentado no início de março, durante uma reunião da Comissão de Mobilidade Urbana e Planejamento Viário da Câmara Municipal. O encontro contou com a participação de vereadores, representantes da comunidade, secretários municipais, técnicos da Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) e membros do Grupo Via Appia.
“O projeto envolve interseções com vias públicas e passou por diversas revisões a partir das solicitações da Prefeitura. Após os ajustes, ele foi apresentado à Comissão de Mobilidade, que pôde esclarecer dúvidas junto à população. Com o parecer favorável dos vereadores e da equipe técnica, o projeto foi aprovado por todos os setores competentes da Prefeitura”, afirmou Marcelo Coluccini, secretário municipal de Planeja- mento e Desenvolvimento Urbano.
Principais melhorias previstas
Construção de novas passarelas para pedestres;
Reforço na sinalização viária;
Melhoria na iluminação pública.
Visão geral da implantação do projeto das marginais SP-075 – Campinas
Trecho de interdição
Do km 70,5 ao km 77,6 – Pistas norte e sul ( Segmento compreendido entre as rodovias Bandeirantes e Anhanguera.
Investimento
Na ordem de R$ 400 milhões
Geração de empregos
Expectativa de geração de 5.795 empregos diretos, indiretos e via efeito renda¹
¹https://onti.infrasa.gov.br/aplicacoes/calculadora-de-empregos/
O projeto
4,0 km de vias marginais adicionais ao existente;
3,5 km de faixas adicionais nas vias principais;
6 obras de arte especiais, sendo 2 viadutos, 2 pontes e 2 passarelas;
Revitalização do pavimento, sistema de drenagem e sinalização nos 14 km da infraestrutura viária final.
A obra
As marginais terão cerca de 7 quilômetros de extensão, nos dois lados da rodovia, com larguras variáveis ao longo do trecho que vai do entroncamento com a rodovia Anhanguera - a Santos Dumont tem início após a avenida Prestes Maia onde há o cruzamento com a Anhanguera, próximo aos bairros Parque Oziel e Jardim do Lago até o encontro com a rodovia Bandeirantes, o que aliviará o tráfego em especial em pontos críticos , entre eles o acesso a Campinas pela Avenida Prestes Maia, bem como o acesso a bairros como Parque Oziel, Jardim do Lago, Jardim América e principalmente o distrito do Ouro Verde.
Retrospectiva | Obras foram anunciadas em janeiro de 2015
As primeiras tratativas para a criação das marginais da rodovia Santos Dumont remontam a 2007, já o início das obras foi anunciado pelo governo do estado em janeiro de 2015, são vários anos de espera, será que desta vez sai do papel?
A obra é de muita importância para melhorar a fluidez dos veículos que trafegam principalmente nos horários de pico e sofrem com congestionamentos cada vez maiores. Num jogo de empurra empurra, a demora para início das obras da rodovia Santos Dumont já passam de 9 anos após ser anunciada para janeiro de 2015. Em dezembro daquele ano o Jornal Legal publicava mais uma de tantas matérias relacionadas as construções das marginais. Veja abaixo um trecho da matéria e entenda o desenrolar da história.
Na época, a previsão foi dada com a justificativa de que o projeto funcional já havia sido aprovado e que o passo seguinte seria a elaboração do projeto executivo pela concessionária que administrava o trecho e que seria responsável pelas obras, a Rodovia das Colinas.
No início de novembro de 2015, o então governador Geraldo Alckmin garantiu durante uma coletiva de imprensa que as negociações para a construção das marginais estavam sendo concluídas e que a expectativa era anunciar o projeto final até o final do mês. Um dos impasses para o início das obras também estaria relacionado às propostas de alterações do projeto pela Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), que deveriam passar por análise.
Desta vez, a Artesp declarava que a concessionária teria que enviar o projeto geométrico executivo da obra, uma vez que o projeto funcional já teria sido aprovado. O início das obras ainda teria que passar pela burocracia relacionada à questão ambiental, além do processo de desapropriações de áreas que deveriam receber as novas marginais.
O entrave >>> As desapropriações
Segundo a agência, o governo do Estado e a Prefeitura de Campinas possuíam um acordo que determinava que a administração municipal seria responsável pelas desapropriações, uma vez que as alças que seriam construídas ficam fora da faixa de domínio da concessão rodoviária. A Prefeitura, por sua vez, defendia que o processo devia ser feito pelo Estado, já que se trata de uma obra.
Em nota, a Artesp declarava que aguardava o fechamento do projeto que estava em fase final de ajuste com a Prefeitura e que a licença ambiental deveria ser solicitada à Cetesb pela concessionária Colinas, e que só poderia ser feito após a finalização dos processos de desapropriações.
Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da concessionária afirmou que parte do projeto executivo já tinha sido entregue e, devido às alterações pedidas pela Emdec, o restante do projeto estava em elaboração.
Já a Emdec informava na época que uma reunião foi realizada entre técnicos dos órgãos para discutir apenas as interligações das marginais com a malha urbana do município.
Orçada em R$ 42 milhões em 2015 (Hoje o valor estimado para a realização da obra é de cerca de R$ 400 milhões), as marginais seriam construídas na região do Jardim Itatinga e seguiriam até o trevo de acesso ao aeroporto, entre os km 70 e km 77. Inicialmente, as obras deveriam ter começado em janeiro de 2015.
