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06/2024

O início da construção das marginais da Rodovia Santos Dumont,  já dura mais de 09 anos, será que desta vez sai do papel?

 

A obra é de muita  importância para melhorar a fluidez dos veículos que trafegam principalmente nos horários de pico e sofrem com congestionamentos cada vez maiores, principalmente nas proximidades do bairro Parque Oziel e entroncamento com a rodovia Anhanguera na entrada da Avenida Prestes Maia.

 

A Prefeitura de Campinas e a concessionária Via Colinas, do grupo Via Appia Concessões, avançaram na discussão do projeto para construção de marginais da rodovia Santos Dumont, em reunião em 18 de junho, na Prefeitura. O objetivo do encontro foi apresentar os apontamentos de várias secretarias municipais em relação ao projeto executivo e planejar os próximos passos.

Nova reunião em 30 dias

 

O secretário de Relações Institucionais, Marcos Lena, explicou que a concessionária irá analisar as sugestões das secretarias e uma reunião técnica será feita, em até 30 dias, para concluir o projeto e seguir para outros detalhes em relação à obra.

 

“Essas considerações serão levadas aos projetistas da concessionária e nós teremos uma reunião daqui a 30 dias para consolidar esse projeto e a gente poder seguir com o processo”, disse o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, Marcelo Coluccini.

 

O diretor de Concessões da Via Appia, Thiago Moreira, disse que levará o projeto com as considerações da Prefeitura para que seja analisado e novamente apresentado, com os novos detalhes, na próxima reunião.

 

O que prevê a obra

De acordo com o diretor de Concessões, a obra prevê marginais de 7 quilômetros de extensão, nos dois lados da rodovia, com larguras variáveis ao longo do trecho; construção de passarelas; e melhorias na iluminação e na sinalização. O valor estimado para a execução da obra está em R$ 400 milhões. A obra será executada pela concessionária e pelo Estado.

A rodovia Santos Dumont tem início após a avenida Prestes Maia, no cruzamento com a rodovia Anhanguera, próxima aos bairros Parque Oziel e Jardim do Lago.

Também participaram da reunião o presidente da Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), Vinicius Riverete, o vereador Rodrigo da Farmadic; o diretor e gerente-executivo de gestão contratual da Via Appia Concessões, Bruno Toni Paliadol e técnicos das Secretarias envolvidas.

Obra foi anunciada pelo governo do estado para iniciar em janeiro de 2015

Num jogo de empurrra empurra, a demora para início das obras da rodovia Santos Dumont já passam de 9 anos após ser anunciada para janeiro de 2015. Em dezembro daquele ano o Jornal Legal publicava mais uma de tantas matérias relacionadas as construções das marginais. Veja abaixo um trecho da matéria e entenda o desenrolar da história.

Na época, a previsão foi dada com a justificativa de que o projeto funcional já havia sido aprovado e que o passo seguinte seria a elaboração do projeto executivo pela concessionária que administrava o trecho e que seria responsável pelas obras, a Rodovia das Colinas. 


No início de novembro de 2015, o então governador Geraldo Alckmin garantiu durante uma coletiva de imprensa que as negociações para a construção das marginais estavam sendo concluídas e que a expectativa era anunciar o projeto final até o final do mês. Um dos impasses para o início das obras também estaria relacionado às propostas de alterações do projeto pela Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), que deveriam passar por análise.

Desta vez, a Artesp declarava que a concessionária teria que enviar o projeto geométrico executivo da obra, uma vez que o projeto funcional já teria sido aprovado. O início das obras ainda teria que passar pela burocracia relacionada à questão ambiental, além do processo de desapropriações de áreas que deveriam receber as novas marginais.

 

O entrave >>> As desapropriações

Segundo a agência, o governo do Estado e a Prefeitura de Campinas possuíam um acordo que determinava que a administração municipal seria responsável pelas desapropriações, uma vez que as alças que seriam construídas ficam fora da faixa de domínio da concessão rodoviária. A Prefeitura, por sua vez, defendia que o processo devia ser feito pelo Estado, já que se trata de uma obra. 

 

Em nota, a Artesp declarava que aguardava o fechamento do projeto que estava em fase final de ajuste com a Prefeitura e que a licença ambiental deveria ser solicitada à Cetesb pela concessionária Colinas, e que só poderia ser feito após a finalização dos processos de desapropriações. 


Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da concessionária afirmou que parte do projeto executivo já tinha sido entregue e, devido às alterações pedidas pela Emdec, o restante do projeto estava em elaboração.

 

Já a Emdec informava na época que uma reunião foi realizada entre técnicos dos órgãos para discutir apenas as interligações das marginais com a malha urbana do município.


Orçada em R$ 42 milhões em 2015, as marginais seriam construídas na região do Jardim Itatinga e seguiriam até o trevo de acesso ao aeroporto, entre os km 70 e km 77. Inicialmente, as obras deveriam ter começado em janeiro de 2015. 

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